segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Quer descobrir o quão orgulhoso você é?


Se quer descobrir o quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: “Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?” (…) O que quero deixar claro é que o orgulho é essencialmente competitivo – por sua própria natureza –, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. 
O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. (…) Mais de um homem conseguiu superar a covardia, a luxúria ou o mau humor pela crença inculcada de que tudo isso estava abaixo da sua dignidade. Ou seja, venceram pelo orgulho. O diabo ri às gargalhadas. Fica satisfeitíssimo de nos ver castos, corajosos e controlados desde que, em troca, prepare para nós uma Ditadura do Orgulho. Do mesmo modo, ele ficaria contente de curar as fieiras dos nossos pés se pudesse, em troca, nos deixar com câncer. 
O orgulho é um câncer espiritual: ele corrói a possibilidade mesma do amor, do contentamento e até do bom senso.
Extraído do Livro Cristianismo Puro e Simples, pg 162-167

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A ILUSÃO DE QUE PODEMOS CONTROLAR TUDO

“A ilusão de que podemos controlar os acontecimentos – se fizermos tudo direito – de que podemos fazer com que as pessoas nos amem – se fizermos as coisas certas – e de poder garantir finais felizes fazendo por merecê-los é realmente uma ilusão, e uma ilusão muito destrutiva. Não importa o quanto amemos nossos pais e não importa quanto dinheiro gastemos em cuidados médicos com eles, eles irão envelhecer e morrer, e nos torturaremos desnecessariamente pensando que poderíamos ter evitado isso (especialmente se, lá no fundo de nós, lembrarmos de um dia em que lhes desejamos mal). Não importa o quanto nos esforcemos para sermos esposos perfeitos e pais perfeitos, alguns casamentos morrerão de morte natural, a despeito de nossos maiores esforços, e alguns filhos nos desapontarão ao crescer. Bater com a cabeça na parede e repetir as palavras: “Se ao menos eu tivesse agido de outra maneira” serve apenas para piorar a situação”.

 (Harold Kushner em – O quanto é preciso ser bom?

www.ricardogondim.com.br. Acessado em  18/02/2015

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A forma como vemos os outros!

Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem a respeito de nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos.Por isso, durante a jornada pela vida, fixamos os olhos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.E nos julgamos melhores que ele - sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.