sábado, 25 de fevereiro de 2017

Jesus não fundou o Cristianismo

  Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino?
  Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria?
   Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa "desde o trono", numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo?
  Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?
  Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?
  Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de "História das origens cristãs"? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título "Atos dos Apóstolos" surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os "Atos de Anibal" e os "Atos de Alexandre"?
Bem, se você não sabia...Fique sabendo...e pense muito sobre tudo isso!

Por: Bruno dos Santos é pastor, formado em Teologia Contemporânea pelo ICEC (Instituto Cristão de Ensino Contemporâneo) e pós-graduando pela Universidade Doxa (DOXA University Bible College / Flórida USA). Português, natural de Angola, Bruno dos Santos é diretor da "Cruzada Missionária Continental Brasil", coordenador teológico do "Centro de Capacitação Ministerial" e escritor nas áreas de teologia e liderança.

              Ed René Kivitz. https://www.youtube.com/watch?v=6a5aWPf7BTI

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Quero à Loucura do Evangelho

Quero à Loucura do Evangelho,  não as loucuras dos evangélicos!
O Evangelho não é outdoor para promoção pessoal, Evangelho não é curral eleitoral para político, Evangelho não é sustentação de ambições egoístas, Evangelho não é marketing profissional, Evangelho não é fronteira denominacional, Evangelho não é religião, Evangelho não é ideologia, Evangelho não é um sistema cultural, Evangelho não são templos luxuosos, e cnpj.
Evangelho é uma pessoa, JESUS DE NAZARÉ morto na cruz pelos pecados da humanidade e ressuscitado ao terceiro dia. Parece incrível? Isso é Loucura do Evangelho.  Mas o que passar disso é loucuras de evangélicos! 
Welber F. Gomes 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

intervenção militar, tem certeza democráticos?

  O que precisamos é de formação ética do cidadão e da conscientização sobre os valores nobres ( fatos muito tempo esquecidos no Brasil).  A moral dos políticos nunca será maior do que o povo que os elegeram. Então, o que podemos esperar dos nossos políticos se os mesmos são representações dos depravados eleitores.
  Queremos políticos honestos? Então, que a honestidade comece primeiro em nós eleitores, pois os políticos não são e nem deve ser diferentes de quem os elegem. Eles são apenas os representantes. Tira o cisco do seu olho primeiro antes de tentar tirar a trava do olho alheio.
  A intervenção Militar não resolve o problema, apenas irá transferir responsabilidades que é do povo para uma única instituição, ou seja, será a maior irresponsabilidade democrática que um povo democrático pode decidir.
  Talvez  nos esquecessem que democracia,  um ideal tão nobre e caro inaugurado pelos gregos nos anos 507 a.C, é demos ( povo), Kratos (poder), poder do povo. Mas se queremos usar o “poder” que temos ( poder que já é pouco) para transferi-los a outros ( trocando a primogenitura pela lentinha), não choremos depois pelo leite derramado.
  Os gregos e todos os povos subsequente sonhavam  com o poder que fosse de todos e não somente da aristocracia. Nós brasileiros (alguns) queremos um poder que seja apenas de poucos e não de todos. Que paradoxo!