domingo, 31 de março de 2024

Ele ressuscitou

Ele ressuscitou! Esta foi à mensagem dos primeiros discípulos. É também a nossa mensagem. O Evangelista Mateus nos dá conta que as mulheres que foram ao sepulcro, onde estava depositado o corpo de Jesus, elas encontraram o túmulo vazio e um anjo que lhe dissera: “ Ele não está mais aqui, ele ressuscitou” (Mt. 28.6). Esta notícia mudou para sempre a vida daquelas mulheres e dos apóstolos. É a mesma noticia que muda a vida de milhares de pessoas. 

A ressurreição de Jesus aconteceu no tempo e no espaço e tem implicações para toda a eternidade, tanto que o apóstolo Paulo assevera que se a ressurreição não for um fato a “nossa fé vã” (I Co 15.14). Por isso, nós temos a certeza que nossa esperança está fundamentada em uma verdade absoluta que transporta-nos alem das dimensões físico-humanas. 

A ressurreição de Jesus foi à prova de que Deus estava com Cristo, que sua mensagem era de Deus e que ele era o próprio Deus em forma humana. Devido a isso, quem rejeita o filho rejeita o pai que o enviou (I Jo 2.23), quem rejeita Jesus, rejeita o Deus-pai que o comissionou. 

A ressurreição é também a garantia que não precisamos mais temer a morte. Porque Ele a venceu, e é a nossa hipoteca que viveremos também. A ressurreição de Jesus é   a  mensagem que mundo precisa ouvir, pois somos as testemunhas (assim como foram os primeiros discípulos) de que Cristo Ressuscitou, e vive em sua glória e em nós!

Pr. Welber Ferreira Gomes

Páscoa de 2024

sábado, 3 de julho de 2021

Fé genuína


O que fé GENUÍNA?. Eu não tenho a pretensão de desconstruir conceitos, nem mesmo reconstruir alguns pressupostos já estabelecidos. No entanto, eu queria falar de algo que servisse de reflexão para nós mesmos. Algo que pudéssemos olhar através, e servir-se disso para apurar, refinar e melhorar nossa caminhada que estamos fazendo com Deus. 

Quando descobrimos que estamos nos caminho errado, temos geralmente duas reações opostas entre si: você fica triste e Feliz. Primeiramente ficamos tristes porque nos damos conta de que estamos no caminho errado e não chegaremos o nosso destino, por outro lado, em segundo lugar ficamos Felizes, pois ao perceber que estamos no caminho errado, podemos agora dá meia volta e seguir na direção correta.

Imagine este caminho sendo a forma de pensamento, este caminho sendo as ideias que aceitamos conscientemente ou incidentemente. Das percepções, visões que tenho do mundo, das coisas, de Deus de si mesmo.  Este caminho seja a direção que decidimos percorrer que nós chamamos o caminho da fé, ou  seja, aquilo que eu acredito o que é fé, aquilo que tenho fé o que é fé: É MESMO UMA FÉ GENUINA.

O  que é fé? O  que de fato caracteriza a fé verdadeira?

Ainda a titulo de introdução do assunto, vou começar por aquilo que não é fé.

1.    Fé não é uma crença no conjunto de inverdades, mitos e superstições. Todas as vezes que os filmes e reportagens e as pessoas vão falar sobre fé, eles falam como se ela fosse um salto no escuro ( Indiana Jones 3 na busca do santo grall, quando estava a beira do precipício, ele fecha os olhos e lembra do conceito de fé que seu amigo lhe dissera e então dá um passo). Como se fosse uma crença em superstições, em conjunto de fantasias e mitos. ISSO NÃO É FÉ. Isso é outra coisa, falta de conhecimento, mas não é fé.

2.    Fé não é barganha. Algumas pessoas pensam que se elas entregarem algo ou fazer algo para Deus, e em troca elas irão receber algo dele. Isso não é fé. As pessoas passam a entregar o dizimo esperando que em troca vão receber bênçãos. Ela passa a olhar para Deus e diz “ Olha Deus eu cumpri a minha parte do trato, agora é o senhor que tem que fazer sua parte, é o Senhor que está agora em divida comigo” . ISSO NÃO FÉ, ISSO É BARGANHA. As pessoas inventa um tal de campanha, e acham que se elas cumprirem os dias das campanha, Deus ficará obrigado a cumprir aquilo que elas pedirem a Ele. Isso é a mais estupida barganha.

3.    Fé não é uma fonte de lucro. Não é um instrumento pelo qual os lideres inescrupulosos utilizam para angariar recursos financeiros dos fieis. ISSO NÃO É FÉ, isso é estelionato. Fé não é fonte de lucro, é o contrario, podemos dizer que talvez seja o oposto disso.

4.    ( Esse é o mais difícil das pessoas entenderem e talvez o mais difícil de explicar) Fé não tem haver aquilo que transforma em algo real. Algo existe ou não independentemente da sua fé. As pessoas pensam que se elas tiverem fé elas

5.    Fé não é apenas uma crença na existência de Deus. Quando encontramos alguém que diz que não tem fé em Deus porque ele não sabe se Deus existe, ou quando encontramos alguém que diz que tem fé em Deus ela sabe que Deus existe (isso é assentimento intelectual, é teorema, dogma, como diz Tomáz de Aquino “ É a perspicácia do intelecto natural, não da vontade”). Mas isso tem na a ver com fé, Veja que Tiago em sua carta vai dizer que os demônios creem que Deus existe, mas os demônios tem fé em Deus? NÃO. Uma pessoa pode saber que Deus existe, mas mesmo assim não ter fé Nele. Tem muita gente que está na igreja, sabe que Deus existe, sabe a veracidade do que está na bíblia, sabe que os milagres são reais, mas não tem fé em Deus. Estão não só enganando os outros mas também a si mesmas.

É claro que “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe” Mas a fé não é apenas uma crença na existência de Deus.

- Já que foi definido o que não é FÉ. Agora vamos a definição bíblica de fé.  O  que é fé? O  que de fato caracteriza a fé verdadeira? LER HEBREUS 11, depois da leitura de hebreus podem inferir:

1. Fé está relacionada com aquilo que é a realidade.

Hebreus nos sugere que a fé é baseada em algo que é real. Não se trata de algo que exista ou não no nosso tempo e espaço, mas algo que é real nosso tempo e espaço e além dele.

“...A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”. Podemos esperar e não ver algo que não exista ainda, mas nunca algo que não seja real. Por isso a Fé está relacionada com aquilo que é a realidade.

Mas que realidade é esta que está no nosso tempo e espaço e além dele?. Èsta realidade da VONTADE DE DEUS. A vontade de Deus é a realidade de si mesmo.

Portanto a minha fé precisa estar baseada na realidade da vontade de Deus. Foi assim que os heróis da fé fizeram.  Ela não é um instrumento que eu vou usar para mover a mão de Deus para Ele satisfazer todos os meus desejos, apetites e vontade, mas ela é um recuso que abro mão da minha vontade, e ajusto a vontade de Deus. A fé não vai fazer existir aquilo que é real em minha mente, mas aquilo que é real na vontade de Deus.

Fé ela é real quando eu vivo a realidade da vontade de Deus na minha vida, caso contrario, estou vivendo uma fé falsa.

2. Fé é  a consciência de que Deus é infinitamente superior á nós mesmo.

 É a aceitação absoluta de que em Deus defrontamos com algo infimamente superior a nós mesmos.  A tudo quanto nós pensamos e imaginamos, ou o que viermos a pensar e imaginar, fizemos ou viermos a fazer. Qualquer tipo de coisa que o homem seja capaz de fazer ou de vir nesta era a pensar a fazer. Deus é algo infinitamente superior a tudo quanto somos ou o quanto viermos a ser.

Se você não sabe que Deus é assim então você não sabe nada a respeito0 de Deus. Você desconhece totalmente e absolutamente Deus, em outras palavras você não tem FÉ nele. Desculpa-me queridos, não é uma censura é uma alerta. Talvez você viveu a vida toda iludido. Você não tem fé Nele.

-Nós geralmente nós agimos como se eu estiver na condição de superior e Deus na condição inferior. Muitas vezes nós achamos que fé é quando eu determino, ORDENO  e Deus vai fazer aquilo que eu estou mandando, como se Deus fosse o meu empregado, como se Ele fosse o meu servo, como se Ele fosse um serviçal meu. Onde ele precisa estar pronto na hora em que eu determinar eu precisa fazer.

-Este é o estágio de orgulho mais exacerbado que existe. O orgulho é a percepção humana que demostra que eu não tenho fé em Deus.  É por isso que Tiago vai dizer que Deus dá graça aos humildes, mas ele não suporta (abomina) os orgulhosos. Porque o orgulho como diz C.S Lewis “é o estado mental mais oposto a Deus que existe”. É o estado de anti-fé.  É o orgulho que fez o  Diabo ser o tipo de criatura que é.

O orgulho é a percepção humana que demostra que eu não tenho fé em Deus. O prazer orgulhoso não é em ter algo, mas  ter mais que o outro ao lado, é o motivo dos grandes problemas da humanidade, é motivo da inimizade de não somente entre os homens mas também com Deus. 

A pessoa acha que tem fé em Deus, mas na verdade ela tem é uma anti-fé. Mas que Deus elas dizem acreditar? Elas acreditam no  deus imaginário, no Deus da fantasia, no deus de si mesmo, o deus do seu próprio ego, o deus dos seus próprios desejo.

3. A FÉ é relacional.

- Comumente Imaginamos que a fé ter poder, mas o contrario disso, a fé é relacionamento, porque a fé é relacional. Ela existe dentro do âmbito do relacionamento.

- Aquela passagem em que Jesus vai encontrar com aqueles que expulsaram demônios, fizeram maravilhas em nome do Senhor, a estes, Jesus vai dizer: “Apartei-vos de mim eu não vos conheço”. Mas eles vão dizer Senhor fizemos tantas coisas em teu nome. Mas Jesus vai dizer: “Eu não vos conheço”.

Quem não conhece? Quem não conhece alguém? Alguém que não se relaciona!

Eu não conheço o sr. João lá da esquina da rua do meu bairro, porque nós não nos relacionamos . Podemos saber qual é o seu nome, posso saber até mesmo quem é, mas eu não o conheço. O conheço de alguém vem pelo relacionamento.

Para Jesus os que entrariam em seu reino, não seriam aqueles que expulsariam demônios em seu nome, que faria prodígios, milagres, porque a fé nada tem a ver com estas coisas. À fé nada tem a ver com poder de fazer coisas surreais. A fé tem a ver primeiramente com relacionando.

-As pessoas de hoje estão preocupadas com a fé relacionada a prodígios, a milagres, a cura e expulsar demônios, Para Jesus essa não é a fé. Para ele a  fé é relacional. É a prova do relacionamento com o criador.

Como eu estou me relacionando com Deus? Qual é a minha relação com Deus?

Notem que em Hebreus capitulo 11, vão falar de homem que estão aqui como heróis da fé, não porque fizeram atos prodigiosos, não porque fizeram milagres extraordinários, não porque fizeram coisas sobre-humanas que os homens humanamente não poderia fazer. Não era porque era super-homens, capitão América, homem de ferro ou o chapollim. Eles eram homens de FÉ porque se relacionaram com aquele que o criou. Eles se relacionaram com aquele que é o objeto da sua fé.

Isso é fé e nós perdemos isso ao longo do tempo. As pessoas andam dizendo que tem fé em Deus, mas elas não têm fé, elas têm outra coisa. E o pior, é que ficarão sabendo disso quando for tarde demais, quando Jesus lhes disser: “Eu não vos conheço”.  E vão dizer “como Senhor em tive FÉ em ti”, mas o Senhor vai dizer “ Voce nunca teve a fé em mim”. “Mas Senhor eu tinha poder de fazer muitas coisas em seu nome” e Jesus vai  dizer “ Isso nunca foi a fé”

CONCLUSÃO:

Desejo que esta mensagem serva de reflexão para nós mesmos. Algo que pudéssemos olhar através, e servir-se disso para apurar, refinar, ressignificar e melhorar nossa caminhada FÉ que estamos fazendo com Deus.

O  que é fé? O  que de fato caracteriza a fé verdadeira?

1.    Fé está relacionada com aquilo que é a realidade;

2.    Fé é  a consciência de que Deus é infinitamente superior á nós mesmo;

3.     A FÉ é relacional.

 

“Examinai-vos se estais na fé, provai-vos a vós mesmos; acaso não reconheceis vós mesmos que Jesus Cristo está em vós? se é que, porventura, não sois reprovados”.
2 Coríntios 13:5.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Autoesquecimento

Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura:
"Deus se opõe aos orgulhosos,mas concede graça aos humildes".THIAGO 4:6
Os falsos pensamentos que nos levam a julgar os outros são uma forma de orgulho capaz de ser remediado somente pelo que Tim Keller chama de “a humildade que brota do evangelho”. Conforme ele explica em seu valioso livro Ego Transformado :
A humildade do evangelho mata a necessidade que tenho de pensar em mim. Não preciso mais ligar as coisas à minha pessoa. Essa humildade dá fim a pensamentos como: “Estou nesta sala com essas pessoas. Isso faz com que eu seja bem visto por elas? Estar aqui me faz bem?”. A humildade baseada no evangelho significa que não relaciono mais cada experiência e cada conversa à minha pessoa. Na verdade, deixo de pensar em mim mesmo. É a liberdade que vem do autoesquecimento. É o descanso bendito que somente o autoesquecimento nos oferece. [Timothy Keller, Ego Transformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 34].
A preocupação com o que os outros pensam é orgulho. Talvez, você anseie ser respeitado. Talvez, você odeie a ideia de ser mal-entendido (Ah! Como penso nisso!). Seja o que for, trata-se de orgulho, e nós sabemos que Deus se opõe aos soberbos (Tg 4.6).
Todo cristão verdadeiro almeja a humildade que brota do evangelho. Nenhuma de nós deseja permanecer onde está – queremos ser transformadas à semelhança de Cristo. Os cristãos não desejam desobedecer a Deus e entristecer o Espírito Santo. Além disso, não é divertido ser consumida por aquilo que você acha que a outra pessoa pensa. Keller compartilha o segredo para o doce esquecimento que encontramos no evangelho:
Você já notou que é somente no evangelho de Jesus Cristo que o veredito é dado antes de desempenharmos nossas ações? [… ] No cristianismo, o veredito leva ao desempenho. Não é o desempenho que leva ao veredito. No cristianismo, no momento em que cremos, Deus afirma: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Vejamos também Romanos 8.1 que diz: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. No cristianismo, assim que cremos, Deus nos imputa as ações perfeitas de Cristo, seu desempenho, como se fossem nossas e nos adota como filhos. Ou seja, Deus pode nos dizer exatamente o que disse a Cristo: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” [Estou retratando Keller, Ego Trasnformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 42].

Leia também: 


Fonte: http://www.igrejaplenadagraca.com/index.php?option=com_content&view=article&id=312:diva-para-casais&catid=36:mensagens&Itemid=85

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Juntos somos o que não podemos ser sozinhos



“Nenhum de nós sozinho é tão bom como todos nos juntos”
****
Isto é um tipo de verdade que não podemos esquecer, pois ninguém será tão forte sozinho como seremos juntos e unidos. Jesus sabia disso, mesmo ele sendo Deus em forma humana e tendo os poderes que tinha, não abriu mão de estar junto em equipe¹. E por que nós muitas vezes fazemos diferente? Talvez porque não aprendemos com o Mestre dos mestres, preferimos o individualismo, ou o nosso ego não consegue ver além do espelho do próprio egoísmo.

Você até pode ir rápido sozinho, mas não irá tão longe como iria em equipe², pois, se sozinhos somos apenas uma gota, juntos somos um oceano de possibilidade e conquistas. Alguém já disse que “Quando o rebanho se uni o leão morre de fome”³ .

Quando atingimos a maturidade, aprendemos que não podemos ser mais Dependentes, do mesmo modo que não podemos  ser Independentes. A maturidade vem quando entendemos que somos inTerdependentes, ou seja, os outros dependem de nós, do modo que nós dependemos dele.

Filie-se ao "juntos" a "união" a "equipe", pois juntos somos o que não podemos ser sozinhos. 

 by: Welber F. Gomes
1. Ev.Lucas 6.12-19
2.Clarice Lispector
3. Desconhecido.

Leia também:
+ A carga.
+Você pode ter uma família abençoada.
+ A ilusão que podemos controlar tudo

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Os 12 passos do Celebrando a Restauração

Os 12 passos do Celebrando a Restauração

O C.R Celebrando a Restauração é uma ferramenta espiritual para restaurarmos a imagem de Deus em nós. O modelo do programa desafia os participantes a uma jornada que trata de convicção do pecado, conversão, entra a Deus, auto exame, confissão, restituição e oração.

Veja os 12 passos  do programa Celebrando a restauração:

Passo 1
Admitimos ser impotentes diante de nossos traumas, nossos vícios e nossos comportamentos compulsivos que tornaram nossas vidas ingovernáveis.
“Pois eu sei o que é bom não vive em mim, isso é, na minha natureza humana.Porque, ainda que a vontade de fazer o bem esteja em mim, eu não consigo fazê-lo.” ( Romanos 7:18 BLH)

Passo 2
Viemos a acreditar que nosso  Poder Superior Jesus poderia restituir nossa sanidade.
“Porque Deus está operando em vocês, ajudando-os a desejar obedecer-lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que Ele quer.”  (Filipenses 2:13 BV)

Passo 3
Decidimos entregar nossas vidas e nossas vontades aos cuidados de Deus.
“Se você confessar com a sua boca que Jesus é o Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (Romanos 10:9)

Passo 4
Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
“Examinemos seriamente o que temos feito e voltemos para o Senhor.” (Lamentações 3:40 NTLH)

Passo 5
Admitimos para Deus, para nós mesmos e para outro ser humano a natureza exata dos nossos erros.
“Confessem suas falhas uns aos outro e orem uns pelos outros, afim de que possam ser curados”. (Tiago 5:16a BV)

Passo 6
Dispusemo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
“E então, quando vocês sentirem a sua indignidade diante do Senhor, Ele levantará, animará e ajudará vocês.” (Tiago 4:10 BV)

Passo 7
Humildemente pedimos a Deus que removesse todas nossas imperfeições.
“Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, Ele cumprirá a Sua promessa e fará o que é correto. Ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.”(I João 1:9 NTLH)

Passo 8
Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem prejudicamos e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas.
“Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.” (Lucas 6:31)

Passo 9
Fizemos reparações diretas a tais pessoas sempre que possível, exceto quando faze-lo implicasse prejudicá-las ou a terceiros.
“Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados”. (Lucas 6:37)

Passo 10
Continuamos a fazer o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitimos prontamente.
“Portanto, tenham cuidado. Se você está pensando:” Eu nunca faria uma coisa dessas”, que isso lhe sirva de advertência. Porque você também pode cair em pecado.” (I Coríntios 10:12 BV)

Passo 11
Procuramos, através da oração e da meditação, melhorar o nosso contato consciente com Deus, pedindo apenas para conhecer a Sua vontade para nossas vidas e forças para realizá-la.
“Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês!” (Colossenses 3:16 NTLH)

Passo 12
Tendo experimentado um despertar espiritual como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros e praticar esses princípios em todos os aspectos da nossa vida.
“Vocês receberam de graça, dêem também de graça.”(Mateus 10:8)

Resenha do livro: Ego transformado (Timothy Keller)


Resenha do livro: Ego transformado (Timothy Keller)
1. Argumento central
O orgulho que tem por peculiar característica, algo vazio, dolorido, atarefado e frágil, produz uma busca insaciável de sobrepor o ego; e, por falta de conhecimento da verdadeira identidade, resulta em insatisfação. Quando se reconhece que as perspectivas alheias e a concepção de si mesmo como critérios para uma autoafirmação não são a resposta para nossa saciedade, e se passa a enxergar apenas a justificação em Cristo como senso de identidade, torna-se possível a liberdade advinda do autoesquecimento e o alcance da verdadeira satisfação.
2. Pontos valiosos
2. 1 O autor traz uma análise hermenêutica acerca do tema central, com bastante clareza e concisão, numa linguagem objetiva e direta.
2.2 O autor se preocupa em trazer a origem do problema, exemplos de como são evidentes em nós e soluções para uma transformação.
3. Ideias principais
3. 1 O motivo dos desentendimentos, da falta de paz no mundo e inimizade entre as pessoas é o orgulho e a vanglória.
3. 2 O ego humano é vazio, dolorido, atarefado e frágil; e portanto, insaciável.
3. 3 A identidade do homem não deve estar baseada no conceito alheio de quem ele é, ou até mesmo no seu próprio autoconceito. Tais concepções constituem-se perigosos ardis. Nada é sobre nós. Há uma liberdade e descanso que somente o autoesquecimento nos oferece.
3. 4 Uma vez que nos fomos justificados, Deus nos imputa as ações perfeitas de Cristo, seu desempenho, como se fossem nossos e nos afirma como seus filhos. Nisso deve consistir nossa identidade. Tal veredicto é que leva ao nosso desempenho e nada é capaz de alterar nossa identidade em Cristo.
4. Ideias para meditar
4. 1 A sensação de sermos esnobados ou ignorados que nos cerca diariamente fala do quanto nosso ego é “dolorido” e quer se sobrepor em todas as situações. A autodepreciação ou o complexo de inferioridade fala de um coração orgulhoso.
4. 2 Na tentativa de preencher o vazio e lidar com seu desconforto, o ego vive se comparando com outras pessoas. O ego não se orgulha por ter algo, mas por ter mais de algo.
4. 3 Nossa autovalorização, autoconsideração e nossa identidade não estão de forma alguma ligadas ao veredicto e à apreciação das pessoas ao nosso respeito, nem ao nosso próprio veredicto sobre nós. Não devemos buscar nos outros a nossa identidade. Nada gira em torno de nós.
5. Ideias para aplicar diariamente
5. 1 Se tentarmos colocar qualquer coisa no lugar reservado originariamente a Deus, vai
“sobre muito espaço” em nós. Permaneceremos vazios.
5. 2 Tentar colocar a nossa autoestima em dependência dos critérios de terceiros ou dos
meus próprios critérios é uma armadilha. Não conseguiremos vencê-los
satisfatoriamente. Todos esses padrões nos condenam, e não nos redimem.
5. 3 Não devemos conectar nossos erros ou acertos à nossa identidade.
5. 4 “A humildade do evangelho mata a necessidade que tenho de pensar em mim.”
5. 5 O autoesquecimento nos retira do tribunal o qual naturalmente nos lançamos todos os
dias em busca de autoafirmação.
5. 6 “O veredicto é que leva ao desempenho, não o desempenho que leva ao veredicto.”

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O Mito da caverna – Platão

SINOPSE
Um dos textos filosóficos mais lidos de todos os tempos, este clássico de Platão – extraído de sua obra A República – que narra um diálogo entre o irmão de Platão, Gláucon, e Sócrates, seu mentor, é um convite à permanente reflexão. Sua atualidade e relevância justificam-se por inspirar o resgate de valores fundamentais para a formulação do senso crítico, despertando a consciência político-filosófica tão necessária nos dias atuais. 

Uma obra de formação intelectual que explica como podemos nos libertar da escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. Aqui Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal. Sua leitura contribui para o engrandecimento pessoal dos jovens e inspira todos os leitores a atuarem como seres sociais conscientes da necessidade de esclarecimento de todos os demais.
PLATAO
Platão foi fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos. Com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. Sofisticado escritor, Platão possuía ampla capacidade intelectual, tratando de diversos temas, entre eles a ética, a política, a metafísica e a teoria do conhecimento.

O mito da caverna

Platão
Sócrates. Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só veem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.
Glauco. Imagino tudo isso.
Sócrates. Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.
Glauco. Similar quadro e não menos singulares cativos!
Sócrates. Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?
Glauco. Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
Sócrates. E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?
Glauco. Não.
Sócrates. Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que veem, lhes dariam os nomes que elas representam?
Glauco. Sem dúvida.
Sócrates. E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?
Glauco. Claro que sim.
Sócrates. Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.
Glauco. Necessariamente.
Sócrates. Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe
dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
Glauco. Sem dúvida nenhuma.
Sócrates. Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?
Glauco. Certamente.
Sócrates. Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe-ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?
Glauco. A princípio nada veria.
Sócrates. Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
Glauco. Não há dúvida.
Sócrates. Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
Glauco. Fora de dúvida.
Sócrates. Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
Glauco. É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.
Sócrates. Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da ideia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
Glauco. Evidentemente.
Sócrates. Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de
que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?
Glauco. Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.
Sócrates. Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
Glauco. Certamente.
Sócrates. Se, enquanto tivesse a vista confusa — porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade — tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
Glauco. Por certo que o fariam.
Sócrates. Pois agora, meu caro Glauco, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto a mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos limites do mundo inteligível está a ideia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.
fonte: A República 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291
FONTE: EXTRAÍDO DO SITE: https://vivendopelapalavra.com/o-mito-da-caverna-platao/ DIA 05/08/2019 

segunda-feira, 10 de junho de 2019

10 Dicas Para Vencer a Depressão

10 Dicas Para Vencer a Depressão


Uma das principais doenças modernas que atingem homens e mulheres sem distinções, a depressão, é, sobretudo, o domínio incomum e predominante de sentimentos de tristeza e desânimo. Estudos recentes indicam que a doença já atingiu cerca de 20% da população mundial.

Alguns sintomas já foram classificados para o diagnóstico da doença, O interesse diminuído ou até a perda dele para tarefas de rotina, as sensações de inutilidade e culpa, dificuldade de concentração, fadiga excessiva, distúrbios de sono (insônia ou hipersônia), problemas psicomotores e ainda perda ou ganho súbito de peso e idéias recorrentes de morte ou suicídio, são umas das principais características deste novo mal do século.

Sendo uma doença que tem 85% de chances de obtenção da cura, a depressão é o alvo de muitos estudos da medicina moderna.

A psicologia e psiquiatria, por exemplo, já possuem uma gama de tratamentos eficazes para o transtorno. A procura de um especialista é o primeiro passo para o sucesso no tratamento. Além da intervenção medicamentosa, conselhos gerais podem ser práticos e funcionais na eliminação da doença.

A prática de atividades físicas além de equilibrar as funções do corpo, auxiliam na manutenção da saúde psicológica. Trinta minutos diários de caminhada liberam endorfina e diminui o cortisol, o hormônio do prazer, melhorando a humor e diminuindo a ansiedade.

Além disso, novos ambientes são estímulos para o depressivo. Uma rotina alimentar balanceada também é ferramenta de cura para a doença, principalmente quando esta relaciona-se com distúrbios de peso.

Certos nutrientes possuem efeito positivo sobre substâncias do cérebro responsáveis pelo humor e comportamento.

O equilíbrio do sono também é fundamental. Quando noites mal dormidas acumulam-se, todas as funções do corpo são prejudicadas e o cansaço torna-se inevitável. Leituras, novas atividades de lazer e terapias alternativas como massagens, aromaterapia e acupuntura também são apontadas como auxiliares.

Sobretudo o acompanhamento médico faz-se necessário para a cura da doença. Entretanto, a determinação pessoal é o maior fator de influência para qualquer tratamento. Para estar curado é necessário que se queira isso.

Para vencer a depressão e recuperar a motivação de viver é preciso sair da inércia e da condição “confortável” de vítima e ir à luta, romper os elos da auto-piedade que só servem para aumentar a dor, deixar de apontar os defeitos alheios e focar a atenção no próprio jeito de viver.

Refletir cada faceta da personalidade e o comportamento perante os semelhantes. E a partir daí, começar a por a mão na massa, não queira resolver tudo ao mesmo instante, é bom lembrar que os problemas que te rodeiam se formaram com o passar do tempo e não será de uma hora para outra que irá se ver livre deles, pelo contrário, o momento é de fazer um balanço, rodando o filme do passado e analisando cada cena, e se preciso for, repeti-la em câmera lenta até ficar evidente os por quês que acarretaram os dissabores do momento presente.

Todas as vezes que você passar por problemas difíceis e continuados se não tomar muito cuidado pode entrar num "ciclo de angústias". Uma rotina de sofrimento terrível. Também conhecida como “Gostar de sofrer”. E o estado depressivo é justamente a acomodação neste ciclo.

Em minhas palestras pelo Brasil já fiz muitas referências aos meus tempos de dificuldades (que às vezes ainda voltam), passando apertos financeiros, dilemas familiares e necessidades em diversos níveis; sei também de outras pessoas que passaram ou estão passando por graves problemas de saúde, familiares, profissionais , sentimentais.

Pode ser que você, neste momento, esteja bem no meio de uma turbulência, e seria muito egoísmo de minha parte não compartilhar com você um pouco das ajudas que recebi e das atitudes que tomei para enfrentar aqueles difíceis anos de tendências à me entregar à tristeza e a depressão.

Os meus 10 passos estão misturados e destacados à minha narrativa.

UM FATO DETERMINANTE, Enquanto estamos lutando contra a depressão,

(1) o que você pensa é o que determina a qualidade do seu dia.


Você decide se vai ou não usar, naquele dia, a sua mente com pensamentos bons ou ruins. Você não percebe, mas acha que todo pensamento é inevitável. Mas não é. Não é mesmo.

(2) Temos que tomar o controle de nossos pensamentos, ou seja, pensamos aquilo que queremos.


Deixamos fluir apenas aquilo que nos interesse. Mantemos na mente apenas aquilo que, por uma análise rápida, consideramos benéfico.

Lembro-me de um dia muito interessante em meu processo de luta contra a depressão: A Companhia de energia havia cortado minha luz.

Levaram inclusiva o relógio (dias antes eu havia religado a energia por conta própria, revoltado com a situação), Tive naquele momento duas alternativas:

1. Me revoltar novamente e alimentar sentimentos de rancor, angústia e vingança.

2. Planejar um jantar a luz de velas e demonstrar à minha família as vantagens do banho gelado. (Engraçado não é?) Pois é, mas foi o que eu fiz,

(3) me decidi pela segunda alternativa (FAÇA ISSO VOCÊ TAMBÉM), tomamos banho gelado e fizemos um jantar à luz de velas. Cantamos, contamos histórias e fomos dormir como uma família.


O DIA SEGUINTE: Pensei com calma em alternativas para o problema, busquei conselhos e em 48 horas estava com minha energia religada. As decisões do dia anterior deixaram minha mente pronta para decidir de forma produtiva e objetiva no dia seguinte.

SUA MANEIRA DE ENXERGAR AS SITUAÇÕES, DETERMINA O QUANTO AQUELA EXPERIÊNCIA VAI INFLUENCIAR SUA VIDA. POSITIVA OU NEGATIVAMENTE!

VIGIAR OS PENSAMENTOS, COLOCAR UM ALARME CONTRA PENSAMENTOS INÚTEIS OU DESTRUTIVOS.

(4) Você deve também pensar que há muitas pessoas que estão passando pelos mesmos problemas que você, e até bem maiores, portanto não você está sozinha(o) nisso. Como disse, é muito importante vigiar os próprios pensamentos; quem sabe a origem da sua depressão é apenas um montinho de areia da praia.


Se você olhar para seu cotidiano pode descobrir seu exato tamanho. Também pode valorizar tanto seus problemas que se tornará um “world trade center” ou um “Pão de açúcar” se destacando em meio a paisagem; Cuidado pra não “se achar” o problemático da hora.

Resistência. Pouca coisa consegue superar uma boa resistência. Já teve a experiência de não querer fazer algo? Na adolescência por exemplo? Seus Pais diziam: Faça isso; Você dizia não quero... Mas fazia. Isso pode ter durado algum tempo, mas se você se mostrou resistente durante aquele período, meso fazendo, certamente seus Pais cederam e você não teve que fazer mais. Falo de algo genérico.

Mas de forma específica temos que demonstrar RESISTÊNCIA contra os pensamentos, desejos e ações auto-destrutivas; Resistir, dizer a si mesmo NÃO vou ceder a autopiedade. NÃO vou ceder ao rancor.

NÃO vou ceder a amargura. NÃO vou ceder ao passado, NÃO vou ceder a saudade, NÃO vou ceder a tristeza e por aí vai.

(5) Quais tem sido seus maiores inimigos nesta batalha? Identifique-os e RESISTA.


(6) SEJA ÚTIL, de forma muito prática e objetiva, pergunte-se: O que há de importante para se fazer por aqui? ONDE? Na família, na vizinhança, entre os amigos, no bairro, no condomínio, na cidade, no país, no planeta, em minha própria vida...


...Encontre espaços onde você pode e deve ser útil e comece algo. Torne sua vida que já é importante em uma vida cada dia mais útil; Quer uma dica pra hoje? Pense em 5 COISAS (1 para cada) que você pode fazer na semana para cooperar com:

1. Um vizinho (a);
2. Um amigo (a);
3. Um Parente;
4. Um desconhecido;
5. Você.

Pense no que fazer como fazer, quando fizer e faça; Não quero deixar a idéia de que a depressão se combate com ativismo, mas a falta de uso de uma vida nobre (a sua) pode trazer constrangimento à sua alma.

(7) MUDE SUA MANEIRA DE ENCARAR A VIDA, Como você tem vista a vida até agora? Um perde e ganha? Um campo de batalha? Lutando pelo que? Por sua vontade? Por seus instintos? Pela submissão dos outros? Pela apreciação dos outros? Pra ser ouvido? Pra fazer e fazer?


COMO VOCÊ ENCARA A VIDA? Centrada em uma ou algumas pequenas batalhas, como acima mencionadas? OU a Vida é tudo isso e muito mais. Perceba as áreas de sua vida que ficaram esquecidas. Pare e pense sobre isso, encontre essas áreas e comece a investir nelas, se decidir que vale a pena;

(8) Exercite a mente, comece uma empreitada para aprender. Sim, aprender é uma das atividades mais saudáveis que existe e um dos maiores remédios contra a depressão e a sensação de vazio. Quando aprendemos começamos a enxergar a vida sob outros prismas. Aprender nos ajuda a alcançar nossos horizontes. Estimula nossa criatividade. Coloca-nos em condições de agir.


Escolha um tema, um livro ou quem sabe um curso. Aprenda. Decida ter o aprendizado como uma de suas atividades freqüentes.

Na minha luta, nos tempos mais difíceis, todo mundo podia me ver com um livro nas mãos.

Estava sempre lendo. Uma das coisas que aprendi foi desenvolver site (nada excepcional), mas aprendi os segredos. Aprimorei meu Inglês. Fiz um curso de Instrutor de Trânsito (Bom demais), Li muito sobre psicologia. Fiz novos estudos sobre a Programação Neurolinguistica...

Muito deste aprendizado tenho utilizado em minha vida e em minha profissão até os dias de hoje.

E repito a dose com freqüência. Tornei-me um estudioso freqüente. Exercito minha mente diariamente. Tento aprender algo novo a cada dia. Isso tem sido uma verdadeira fortaleza mental pra mim e para os que me cercam.

Também tenho tomado o cuidado de não me transformar em um “sabe tudo”. Aquele cara chato que tem respostas pra tudo, que já fez de tudo, que conhece tudo. Isso é deprimente. Mas tento ser útil com o que aprendo. Só isso.

(9) Receba os traumas da vida como situações “Naturais e inevitáveis”, pois a vida é assim mesmo. Os adeptos do “Não sofrimento” na verdade demonstram um grau muito grande de imaturidade e covardia. Não existe vida sem processos. E todo processo traz mudanças, sofrimentos e resultados.


O Seu processo está acontecendo agora. O do outro já passou ou ainda virão outros. A questão é entender nosso processo de crescimento.

Se livrar das situações difíceis da vida quando for possível, é bom, mas melhor ainda é reconhecer que estas são inevitáveis e que o grande segredo da felicidade está em aprender a lidar com as situações.

Receba esta oportunidade de crescer e depois que o temporal passar analise o que aprendeu e como poderá usar para a felicidade dos outros e a sua própria.

A experiência da depressão é uma das mais ricas que o ser humano pode passar. Não aconselho que entre nela. Mas se já entrou, comece o caminho de volta, traga algumas impressões encontradas no fundo do poço.

Suba devagar pra não escorregar. Ignore os ecos da subida, são apenas ecos. Segure-se firme nas 9 (nove) cordas que te lancei (ou outras mais que possa conseguir), ao encontrar outros na subida, compartilhe algumas cordas e ajuste, não se esqueça de olhar pra cima, existe luz na entrada do poço, ela está sempre encima porque é de lá que as mãos mais poderosas do mundo estão te segurando.

Você sabe quem, não é?

(10) Então confie, acredite, tenha fé!


Durante a depressão, o que você pensa é o que determina a qualidade do seu dia. Como, de fato eu não sei, mas o maligno pode usar a sua mente como depósito de pensamentos ruins. Você não se dá conta e acha que todo pensamento é seu. Mas pode não ser. Lembro-me de algumas vezes quando saía de casa para caminhar e orar um pouco. Gosto de orar caminhando, principalmente, em lugares mais tranqüilos.

Então, algumas vezes, estava com uma tristeza imensa como se um pesado fardo estivesse em minhas costas. Aí, pela graça de Deus, eu detinha meus pensamentos, mesmo sem experiência ainda, e dizia para mim mesmo: " Jesus há de me tirar dessa " eu vou voltar a trabalhar de vou ser feliz de novo. Dois minutos depois, não é que eu começava a me alegrar, e assim vencia a provação do dia. É uma luta constante, de todo dia.

Quando você põe um vigia à porta da sua mente, para observar seus próprios pensamentos, você pode atacar uma das fontes do problema que é maligna. Na Bíblia, a mente é também chamada de coração, e no livro de Provérbios diz: " Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procede as saídas da vida."

Uma coisa, muito importante, que você deve saber: há muitas pessoas que estão passando pelo mesmo problema que você, e até bem maiores, portanto não está sozinha(o) nisso. Como dizia, antes, é importante vigiar os próprios pensamentos; quem sabe a origem da sua depressão é apenas um montinho de areia da praia. Se você olhar para seu cotidiano pode descobrir seu exato tamanho. Também pode ser um "Pico da Bandeira", ou pior, um "Everest".

"Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." Está na Carta de Tiago, 4:7.

Uma forma de sujeição a Deus é orar todo dia. Quando orava eu conseguia mudar meu coração. A tristeza vai saindo com a escuridão da noite, quando vem a manhã. Orar, aqui, não se trata de repetir "Pai Nossos", estou falando de um conversa sincera com Deus.

Como um namoro. Só a oração pode fazer o milagre de mudar nos nossos sentimentos, pois, quando você ora, traz a presença de Deus para perto e afugenta os pensamentos da presença maligna.

Certa vez, recebi a carta de um irmão na fé, presidiário, contando sobre seus dias no "Piranhão" de Taubaté. Depois de ter cometido um crime horrível, ele foi posto lá.

Todo dia acordava com uma enorme dor de cabeça e um pensamento que não mudava como uma voz insistente que dizia" Você já fez isso e aquilo, envergonhou seus pais, seus vizinhos; seus amigos não gostam mais de você, então você de fato não presta e não deve mais viver.

Por que não se mata? Era todo dia a mesma pressão. De vez em quando ele punha um lençol no pescoço, subia em uma cadeira, amarrava o lençol em algum lugar alto, e quando dava por si, estava a um passo do suicídio. Ele dizia que nos piores momentos, antes de tentar se matar, ele se lembrava dos tempos de criança, dos momentos que passeava com seu pai indo à feira. Isso foi antes da sua conversão.

Há um sábio provérbio que diz "mente vazia é oficina do diabo". A oração muda o foco do seu pensamento. Mas tem outra coisa tão boa quanto. Tiago disse "sujeitai-vos a Deus". Sujeitar-se não é apenas orar. A oração leva você até a presença de Deus ou faz você senti-la. Deus pode nos orientar sobre o que devemos fazer enquanto a depressão não se vai.

" E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".Romanos 12:2. É uma seqüência de degraus para cima: boa, agradável e perfeita.

Nos últimos anos de provações, 2001 a 2003, o Senhor orientou-me quanto ao que fazer para realizar Sua vontade.

O carteiro veio e colocou uma carta de um preso no meu portão. Por que eu sabia que aquilo era da parte de Deus? Porque o destinatário da carta tinha os dizeres de um carimbo para folhetos que eu havia perdido há seis anos. Imagine você recebendo a resposta de uma coisa feita seis anos atrás? A probabilidade é muito pequena, não acha?

"Lança o teu pão sobre as águas, pois, depois de muitos dias o acharás" Ao manusear e entender o conteúdo daquela carta, o Espírito Santo, naquele momento, lembrou-me esse versículo acima de 11 de Eclesiastes. É por isso que afirmo: nossos pensamentos podem ter três fontes diferentes: a nossa, a maligna e a divina.

E foi seguindo a voz do Espírito que por dois anos e meio nos ocupamos com um dos melhores trabalhos que Deus nos orientou a fazer, que era de recolher literatura cristã usada, e pelo correio, entregá-la em caixas para grupos de cristãos dentro de penitenciárias do interior paulista.

Para não ir tão longe, nos tempos que andei deprimido por vários fatores, sendo o maior um desemprego de 11 anos, a receita que segui e que me tirou do corredor da morte ou do fundo do poço foi: a vigilância dos meus pensamentos, a oração constante e solitária enquanto caminhava por ruas e estradas tranqüilas e por fim executando um trabalho social e cristão que era de escrever cartas de aconselhamento cristão para presos.

Enquanto ajuntava literatura usada para depois mandar pelo correio e escrevia "cartas sociais" fiquei conhecendo grupos de presos cristãos em 48 presídios. Contribuímos com literatura com 29 deles, e com muito orgulho, no bom sentido, guardo em uma caixa de papelão, cerca de umas 500 cartas que recebi do cárcere.

Esta ocupação trazia a me um senso de utilidade, tirava o foco dos meus problemas. Lembro-me que na madrugada de certo dia, pus no papel e orei por um plano de mandar uma tonelada de literatura cristã para grupos de presos em 50 penitenciárias. E depois que se passaram dois anos atingiu o resultado que está descrito neste parágrafo. Foi a oportunidade que o Senhor nos deu para melhorar nossa auto-estima.

Vigiar os pensamentos, orar todo dia, de preferência caminhando, aliando o exercício físico com a oração, e se ocupando com algum trabalho cristão enquanto seus dias de vitórias se aproximam.

E depois, testemunhando para a Glória de Deus, como eu, pois do lado do Correio aonde postava minhas cartas para o cárcere tem um grande Hospital.

E, mesmo com 48 anos, em 2003, Deus deu um basta em minha provação ao enviar alguém em minha casa para dizer que aquele Hospital estava precisando de um contador. O Senhor preparou e deu em minhas mãos o melhor emprego que jamais tive.

Apesar de ter trabalhado em quase todos os ramos de contabilidade, de contabilidade pública eu não entendia nada. Mas com foi Deus quem abrira aquela porta, tive a oportunidade de aprender praticando.

Deus pode permitir que passemos por lutas de todos os tipos e tamanhos, crises e depressão. Mas não vamos estar sozinhos.

Com oração, exercícios físicos, tratamento médico e atividades sociais cristãs, podemos completar nossos dias até a chegada da nossa vitória. Mexa-se!

"Mas graças a Deus, que nos dá a vitória, por Nosso Senhor Jesus Cristo"

Fonte: Estudo Gospel  - Autor: Jânio Santos de Oliveira